O julgamento de Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi agendado pela Justiça de Mato Grosso para o dia 20 de outubro. Ele é acusado de assassinar e ocultar o corpo da esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, na residência onde o casal vivia, situada no Bairro Parque Cuiabá, na capital.
Detalhes do crime e denúncia
O homicídio aconteceu em maio deste ano, e o corpo foi localizado enterrado nos fundos do imóvel. Atualmente detido no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, o réu terá sua defesa realizada pela Defensoria Pública. Os trabalhos do Tribunal do Júri serão conduzidos pela juíza Mônica Perri, titular da 1ª Vara Criminal.
De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o ataque ocorreu enquanto a vítima dormia, sem chances de defesa. O órgão aponta que Jackson Pinto da Silva utilizou uma braçadeira de nylon para cometer a asfixia.
Motivação e premeditação
O Ministério Público sustenta que o caso envolve violência doméstica e familiar, tendo sido motivado por discriminação ou menosprezo à condição feminina, configurando assim o crime de feminicídio. Além disso, a denúncia aponta interesse financeiro, pois o suspeito teria transferido R$ 18 mil do cartão de crédito da vítima para a própria conta logo após o homicídio.
Embora o casal não residisse no local onde o corpo foi localizado, o imóvel pertencia a Nilza. As investigações apontam que o terreno nos fundos da propriedade foi cavado antes do crime e posteriormente nivelado com o auxílio de uma máquina pesada.
Investigação policial
Conforme apontamentos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a ação criminosa foi planejada com antecedência pelo companheiro da vítima.
O delegado Caio Albuquerque detalhou a dinâmica utilizada pelo suspeito:
“Ele mesmo disse que alugou uma máquina retroescavadeira com o argumento de fazer um poço. Depois que ele jogou a terra por cima do corpo, ele chamou novamente o maquinário para nivelar o terreno. Isso foi confirmado pelas pessoas que prestaram o serviço”
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por meio de canais oficiais e ferramentas de apoio do estado, como o aplicativo SOS Mulher MT, que disponibiliza recursos de segurança e orientações para vítimas em situação de vulnerabilidade.







